Guarda Municipal de Petrolina

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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Por estar sem boina, PM discute com superiores e se mata após ser preso

Ronda no Quarteirão
A cada dia que passa, as polícias militares, acertadamente, se afastam do modelo militar nos moldes das Forças Armadas, que possuem motivos claros para praticar certa formação e cultura organizacional. Mesmo nos ambientes onde a lógica do comando e controle extremos se justifica, existem dificuldades de sua manutenção, principalmente por causa da emergência das liberdades individuais em nossa sociedade, aliada ao fácil acesso à informação, que reformularam os conceitos de obediência, liderança, autoridade etc.
Atualmente, não é tão simples, como talvez já tenha sido, determinar ou repreender um subordinado com a garantia de que a ordem e a repreensão não tenham efeitos negativos, para o próprio policial ou para a integridade do objetivo embutido na ordem. A escala das nossas necessidades institucionais mudam a cada momento (principalmente político), tanto quanto mudam os humores e sensibilidades humanas.
É sob esta reflexão que devemos analisar o caso a seguir, supostamente ocorrido em uma unidade policial militar do Ceará criada com pretensões comunitárias e cidadãs, o “Ronda no Quarteirão”, que pode ou não ter ocorrido conforme a imprensa tem divulgado, mas que, desde já, nos inspira pensar sobre os paradigmas institucionais que temos adotado:
O soldado Helias Silva Lima Junior, 28, faleceu por volta das 9h15min desta quarta-feira (15), no Instituto Doutor José Frota (IJF). O policial militar, que era do Ronda do Quarteirão do bairro Lagamar, foi vítima de um tiro disparado na cabeça na noite desta terça-feira, 14. Ele estava cumprindo prisão disciplinar de cinco dias, após uma discussão com oficiais da corporação.
De acordo com relato de testemunhas, o soldado estava em horário de trabalho e foi flagrado sem a boina (acessório de uso obrigatório no fardamento dos militares).
O fato gerou intensa discussão após o soldado justificar ao oficial que o motivo de não estar utilizando a boina naquele momento era devido a um tratamento capilar.
Testemunhas dizem que o soldado se sentiu constrangido e humilhado pelos oficiais perante a tropa.
Segundo o irmão do militar, ele não teria suportado a situação e acabou atentando contra a própria vida.

Autor: - Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA. | Contato: abordagempolicial@gmail.com

Guarda de Curitiba instala base móvel no Parque Cambuí

sexta-feira, 31 de maio de 20130 comentários

Moradores e comerciantes do entorno do Parque Cambuí, no bairro Fazendinha, foram surpreendidos na manhã desta segunda-feira (27) com a chegada da Operação MMI (Módulo Móvel Itinerante), da Guarda Municipal de Curitiba. Até o dia 10 de junho, um módulo itinerante ficará fixo no parque, com a presença constante de dois agentes. Além disso, num raio de 1,5 quilômetro haverá rondas 24 horas, com viaturas e motos.

Esta é a segunda edição da Operação MMI, que ficou durante um mês na Praça 29 de Março, nas Mercês, na qual foi constatada uma redução de mais de 90% nas ocorrências. “Houve uma queda drástica nos casos de violência na 29 de Março e a região continuará sendo monitorada de forma intensa pela Guarda, para garantir a manutenção destes índices”, disse o diretor da Guarda Municipal, Cláudio Frederico de Carvalho.

Ele explicou que o Parque Cambuí foi escolhido para receber a segunda edição da Operação devido ao número de ocorrências de furtos, consumo e tráfico de drogas, vandalismo e poluição sonora.

“A vinda da Guarda Municipal para o Parque é fundamental para garantir a nossa segurança, dos nossos funcionários e dos clientes”, afirmou o gerente de uma loja de eletrodomésticos e móveis em frente ao Cambuí, Ailton Servo. “Era uma reivindicação antiga dos comerciantes da região e estamos satisfeitos agora que fomos atendidos pela Guarda”, disse.

Servo contou que sempre foram comuns os casos de furtos, roubos, pichação dos imóveis, poluição sonora e vandalismo no local. “Agora estamos otimistas, certamente irá melhorar muito para todos nós”.

O aposentado Leonildo Gonçalves, que mora há 33 anos no bairro e costuma utilizar a academia ao ar livre do Parque Cambuí, aprovou o início da Operação. “É muito importante para os moradores. Me sinto mais seguro agora aqui”, disse. “Nos fins de semana eu sempre evito vir ao Parque, pois tem muito som alto, bagunça e vandalismo. Agora vou poder vir”, comentou Gonçalves.

A Guarda Municipal manterá o módulo móvel no local até o dia 10 de junho. Nesta data, a operação irá se deslocar para a Praça Carlos Gomes, na região central, mantendo no Parque Cambuí o esquema reforçado de rondas 24 horas. O bairro Fazendinha está localizado na regional Portão e tem cerca de 30 mil moradores.

Fonte:http://www.curitiba.pr.gov.br
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terça-feira, 28 de maio de 2013






Data:27/05/2013

Titulo: NAVAL FAZ MAIS UM APELO A PRESIDENTA DILMA E AUTORIDADES

A DOR DA VIOLÊNCIA NO SEIO DA FAMÍLIA E NA SOCIEDADE

Nestas linhas, no dia de hoje, atrevo-me a escrever mais algumas palavras com o intuito de provocar mudanças nas pessoas e no mundo referente a segurança pública no Brasil.No dia 22/05/13 estávamos em audiência pública na cidade de Contagem/MG, onde temos um exemplo de Guarda Municipal, mas o sistema ainda não a deixou servir o povo da forma que pode ajudar. Quando cheguei a São Paulo, um dia depois, me surpreendo com várias notícias ruins pela TV, mas uma me tocou profundamente, de forma que não poderia deixar de aqui expor minha dor. Enquanto atualizava o site guardasmunicipais.com.br, meu telefone toca e me avisa que meu irmão que estava indo para o trabalho, parou em um bar, compra cigarros e neste ato, o proprietário do comercio é vítima de um roubo a mão armada, resumindo a história, o ladrão, de forma covarde, dispara dois tiros no rosto de meu irmão.
Este fato foi noticias em todos os canais na mídia, inclusive no programa Cidade Alerta. A dor que sinto é imensa, já perdi três filhos assassinados para a violência e agora mais um irmão, todos assassinados violentamente de forma brutal, desumana e covarde. Mas o que mais me preocupa é a dor dos pais, da esposa, dos irmãos e irmãs, dos filhos e dos amigos.A dor de um pai e uma mãe é a sensação de perda que se tem por ter investido tanto amor, tanto carinho, tantos recursos e muito tempo em alguém que amara muito, depois, olhar para trás e notar que ficou sem herança, esta dor que dá a sensação de ter vivido tanto para nada, uma vez que não deixará ninguém para dar continuidade na sua descendência. Dói demais!
A dor que a esposa sente é parecida com o corte de um membro do nosso corpo, pois o amor que se constrói durante o passar dos anos é como se esta pessoa fosse parte da gente, ela impregna na pele, na mente e até o ar que ela respira divide conosco, aí, do nada alguém vem e poda este ar e este amor, nos obrigando a morrer sufocado. Dói demais!
A dor dos irmãos e irmãs é uma retrospectiva dolorida da mente, pois a gente revive e todo instante a lembrança da infância, das brincadeiras, do amor, do convívio familiar constante. É como uma engrenagem formada por vários dentes que só funciona bem se todos estiverem inteiros, juntos, unidos trabalhando para evolução da vida, mas imagine que esta engrenagem é feita de carne, osso e muito amor, mas por um momento violento foi destruída. Dói demais!
A dor dos filhos e filhas? Esta sim dói à vida toda, sempre vem à lembrança, descobrindo as feridas e deixando as descobertas, em carne viva. Como filho, perde-se a referência do mundo, das coisas boas, como prosseguir agora sozinho? Se quem me dirigia foi se. É como se fossemos viajar para um lugar bem distante, muito longe mesmo, entravamos no avião, sentávamos de forma bem confortável, mas na hora de decolar, o piloto sumira, só porque alguém, extremamente violento e insensato não pensou que um pai é primordial para a vida. Dói demais!
Por ultimo vem a dor dos amigos, ah! Como é difícil conquistar a confiança de alguém, como é difícil, quase impossível confiar em alguém, quando se consegue este feito, aí sim temos um amigo. Um amigo é quase um irmão, às vezes até mais que um irmão, depende das confidências trocadas, um amigo, muitas vezes demora uma vida toda para se ter, aí chega a violência e lhe tira a vida, neste ato levou duas vidas, a do amigo e a da gente. Dói demais!
Diante deste fato, faço um apelo a Presidente Dilma, ao Ministro da Justiça Eduardo Cardoso, a Secretária da SENASP, Dra Regina Miki, aos parlamentares do Congresso Nacional, aos prefeitos e vereadores de todo os pais e a mídia em geral;Reflitam sobre esta dor da violência, vejam que a cada momento que passa a criminalidade se estende por demais, as policias necessitam de reestruturação urgentemente e temos aí as Guardas Municipais que devem receber atenção especial, uma vez que a sociedade já aprovou esta policia municipal. Deixemos as vaidades políticas, interesseiras e corporativistas de lado e vamos salvar a nossa sociedade, sei que tem jeito, basta querer, antes que a violência também bata em sua porta.
Por NAVAL

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